sábado, 7 de julho de 2007

PASSAPORTES disputados e "esquecidos"!

Quem passar pela rua Venezuela, no centro do Rio de Janeiro, às 7 horas da manhã de qualquer dia útil, vai se deparar com uma enorme fila (pelo menos duzentas pessoas), em frente ao prédio da polícia federal.
São pessoas que pretendem obter passaporte, documento indispensável para viagens internacionais, com exceção daquelas com destino a países como Uruguai, Chile, Argentina ou Paraguai, que aceitam o ingresso de brasileiros apenas com a cédula de identidade civil, havendo reciprocidade de tratamento para cidadãos de tais países que viajam ao Brasil.
O grande movimento de interessados acontece em praticamente todas as grandes cidades brasileiras e o problema se agrava em épocas de férias.
Normalmente um passaporte é expedido em cerca de 6 dias úteis, mas em períodos de grande procura a espera pode chegar a até 30 dias.
Um passaporte é um documento de expedição complexa, mormente atualmente, quando se encontra em fase de implantação um novo modelo de documento, de acordo com normas internacionais que dificultam sua falsificação.
O maior movimento ocorre na capital paulista onde a polícia federal fornece 600 senhas diárias.
Algumas pessoas chegam a esperar 13 horas por uma senha e mais 5 horas para atendimento e é claro que as reclamações são muitas e são justas, porque uma repartição pública deveria ter meios de atender o cidadão sem tanta demora, o problema porém poderia ser evitado se o cidadão colaborasse um pouco mais não deixando a procura pelo passaporte para a última hora.
Muitos planejam sua viagem de férias com meses, até anos de antecedência, mas parecem só se lembrar de que precisarão de um passaporte depois que suas malas já estão arrumadas.
O mais curioso de tudo é que somente na polícia federal da capital paulista há 9.000 (nove mil) passaportes à espera de seus titulares, que depois de enfrentarem horas de filas intermináveis para requerer o documento não voltaram para buscar o documento.
O prazo regulamentar de espera é de 90 dias após a data da expedição.
Os documentos não retirados nesse prazo são incinerados por medida de segurança de acordo com os regulamentos da expedição de passaportes.
O interessado que não apareceu para retirar seu passaporte terá então que realizar um novo processo e pagar novamente a taxa de R$ 156,07 (cento e cinqüenta e seis reais e sete centavos).
Resta saber se tais pessoas vão reclamar de novo ao assumir o lugar no rabo de uma nova e interminável fila!!!

2 comentários:

LCMarques disse...

Não entendi.
Se somente se preocupam com o passaporte depois das malas prontas, porque não vão pegar?
Se existe uma demanda, adianta quem não está com viagem marcada ou sonhada se preocupar em tirar o passaporte?
Entendo a preocupação da PF em prestar o serviço ao cidadão, mas não entendi o seu comentário, afinal sabemos que o serviço não atende às expectativas dos cidadãos.

9.000 brasileiros que nem sonham mais em viajar. Nem para procurar emprego no Haiti - disse...

x

9.000 pas. x R$ 156,07 = R$ 1.404.630,00 !!!

9.000 brasileiros que acordaram abruptamente e o sonho 'pluff'... acabou. Acordados, descobriram que não teriam dinheiro para viajar; ou perderam o emprego; ou nome "sujo" no SERASA e SPC, não permitindo financiar passagens, etc.

"Hum milhão, quatrocentos e quatro mil e seiscentos e trinta reais" que a PF arrecadou por esses 9.000 passaportes "esquecidos". Que lucrão o governo tem ao emitir documentos e cobrar outras mil e uma taxas!!! De fato, passaportes "esquecidos" dão despesas (custo de guardar, transportar e incinerar, pra não falar na poluição ambiental produzida pelo incinerador!). Se ninguém esquece de ir buscar o passaporte, é "lucro" para o governo e 'meio ambiente' agradece.

Nessa história toda, estou 'quase' feliz por não ter que desembolsar R$ 156,07 da taxa de passaporte! Escapei desse prejuízo por pouco. Antes de enfrentar a fila na PF fiquei sabendo que ir trabalhar de camelô no Haiti é a maior "fria" (por enquanto, lá ainda está um pouco pior que aqui).