sábado, 28 de janeiro de 2006

Fronteira ou Peneira?

Braço direito de Beira-Mar é assassinado no Paraguai
por Carlos Brito e Marco Antônio Martins do Jornal Extra do Rio de Janeiro.
Almir Bernardino de Arruda, de 45 anos, o Índio, homem que era apontado pela Polícia Federal como o braço direito do traficante Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi assassinado a tiros quarta-feira na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Mais impressionante que sua morte, porém, foi a maneira como seu corpo entrou no Brasil.
Colocando Índio (já num caixão), dentro de um carro, um grupo de amigos entrou clandestinamente com o cadáver no território nacional.
Eles saíram de Pedro Juan Caballero às 14h30m de quarta-feira (dia 18), e chegaram à Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, às 10h30m de quinta-feira.
O corpo foi velado na localidade conhecida como Dois Irmãos até pouco depois das 15h.
Em seguida, foi levado pelo carro de uma funerária até o Cemitério do Tanque do Anil, também em Duque de Caxias, onde chegou às 16h08m.
O que o VOX LIBRE quer saber, é como é que um caixão com um defunto pode ser "contrabandeado" do Paraguai para o Rio de Janeiro, por via rodoviária, com tanta facilidade?
Afinal de contas, o que é que NÃO É POSSÍVEL TRAZER DE CONTRABANDO DO PARAGUAI?

5 comentários:

Sérpico disse...

Caro Rayol; nossas policias (militar, civil e federal) precisam agir com mais profissionalismo. Sobre tudo se tratando do tráfico. A noticia que você esta veiculando em seu blog seria muito cômica se não fosse trágica. Como você diz: como e que um caixão, vindo do Paraguai, e com um defunto dentro chegaram a favela do Rio sem que nenhuma autoridade policial tivesse requisitado, no mínimo, a papelada de transporte do corpo? Em fim são essas coisas e outras mais graves que levam ao cidadão Brasileiro e não acreditar em sua policia. Seja militar, civil ou federal. Abraço.

Fernando Porto disse...

Costumo fazer com o meu carro, o percurso do Rio de Janeiro a Rio Branco/AC (mais ou menos 9000 kms de ida e volta), margeando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia. Pois bem, nunca sofri qualquer fiscalização federal seja pela PRF, DPF, Forças Armadas ou Escoteiros. Quanto aos órgãos estaduais, em São Paulo sou parado algumas vezes por excesso de velocidade em suas ótimas estradas pela atuante PM que faz as vezes de patrulha rodoviária e, no Acre, todas as vêzes sou parado pois os veículos e cargas são verificados ao entrar no Estado, acho que por pressão das seguradoras. E no resto? O resto é resto.

Jotaesse disse...

Peneira para esta fronteira com o Paraguai é pouco. Não sei como um parceiro do Mercosul é o responsável por vários delitos para nosso País. Armas vem de lá? Drogas vem de lá? Carros roubados nas cidades brasileiras vão para lá? Computadores, GPSs, PPCs e todos os outros produtos eletrônicos vem de lá? Acho que a resposta a todas estas perguntas é sim. E agora até defunto vem de lá e as "otoridades" nada fazem. Que vergonha!

LCMarques disse...

Fernando Porto, concordo com seu comentário. Morei em Porto Velho e viajei pela estrada para Rio Branco. Só não pode passar com brita, motivo da briga pela fronteira, tudo mais vale.
Um absurdo a falta de fiscalização nas estradas, independente se são federais ou estaduais, a preocupação é somente com o excesso de velocidade e propinas. Uma vez chegando ao Rio pela 040, na fronteira com Minas fui parado pela PRF que me informou que eu estava acima da velocidade e que por liberalidade a multa seria parcelada em 6X e eu tinha que pagar a primeira na hora, R$ 50,00.
Em Rondônia só queriam saber se eu estava com cupuaçu ou cacau, para evitar a vassoura de bruxa, se eu dissesse que não, passava sem problemas.
Realmente nossa fiscalização é muito fraca. Lembro que nos EUA brinquei na aduana dando a entender que tinha algo na bagagem, gaiatice babaca, e tive que esvaziar as malas ficando por mais de quatro horas no aeroporto. E olha que estava com a familia e os policiais estavam conversando descontraidamente comigo.

Elaine disse...

Nada mais me espanta nesse país.
Sds...