quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Receita FÁCIL contra VEXAMES!


É ASSIM QUE SE FAZ!!!
Publicado na edição de hoje do jornal O DIA do Rio de Janeiro, à página 12, por ADRIANA CRUZ.
DELEGADO PASSOU NOITE EM CLARO NA DELEGACIA PARA QUE DÓLARES NÃO SUMISSEM.
A história era apenas motivo de piada nos bastidores da Polícia Federal.
Mas ontem era lembrada como símbolo de honestidade e responsabilidade pelos colegas do delegado mineiro João Cunha.
Em janeiro do ano passado, Cunha, então lotado na Delegacia de Polícia Federal de Nova Iguaçu, apreendeu 470 mil dólares (à época R$ 1,34 milhão).
O dinheiro estava com Lucimar Gregório Lucena, irmã de Lindomar Gregório de Lucena, o Babuíno, que faz parte da quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
Preocupado com o destino do dinheiro, ele tomou uma decisão: passou a noite acordado na delegacia, olhando para os dólares.
“O pessoal fez um monte de piadas.
Disseram até que dormi em cima do dinheiro, mas na verdade fiquei olhando para o saco de lixo preto onde os dólares foram colocados a noite inteira”
,
contou Cunha, que atualmente está na PF de Minas Gerais.
Para garantir a guarda do dinheiro, Cunha colocou um colchão em frente à grade do compartimento de armas da PF de Nova Iguaçu, onde a quantia foi colocada.
“Durante toda a noite, fiquei segurando a grade e olhando o saco de lixo preto.
Do início da operação até a entrega do dinheiro ao Banco Central foram 45 horas sem dormir”
,
lembrou o policial.
Naquela madrugada, Cunha contou ainda com o apoio de outros dois agentes e da equipe de plantão para que o dinheiro ficasse seguro.
Agora fala o VOX LIBRE:
Há dois aspectos relevantes que devem ser levados em conta na apuração do tenebroso caso do sumiço do dinheiro apreendido na PF do Rio de Janeiro.
1 - IDENTIFICAR e PUNIR os LADRÕES!
2 - RESPONSABILIZAR e PUNIR quem NEGLIGENCIOU na guarda do dinheiro apreendido!
Há ainda, aquelas perguntas que ninguém responde:
Por que o dinheiro apreendido não foi encaminhado à custódia bancária na sexta-feira, dia 16?
Quem deu a ordem para que o dinheiro apreendido não fosse mandado à custódia bancária na sexta-feira?
Por que não foi providenciada uma escolta policial para guardar o dinheiro apreendido durante o fim de semana, à semelhança do que fez o diligente delegado Cunha no caso concreto acima narrado?
Houve "burrice" ou MÁ FÉ?

10 comentários:

augusto disse...

O referido Delegado foi corajoso merecia ganhar a Ordem do Mérito Nacional, sabia com quem estava lidando.Mineiro é esperto!

Elaine disse...

Seria leviandade de minha parte dizer que foi má fé, pois não estava lá e muito menos faço parte da "grupo de inteligência" dos humanos, mas posso dizer como cidadã que aconteceu ali o que chamamos "de falta de responsabilidade" de todos que participaram da operação e daqueles que dirigem o Departamento da Polícia Federal. É importante que os homens e mulheres que fazem parte das "instituições" no Brasil passem a se policiar pelo bem de todos. Quando o seu chefe, seja ele um diretor ou qualquer outro cargo, toma uma atitude "equivocada" os outros devem se proteger. Todos sabiam que manter o dinheiro dentro da PF não era seguro. Por isso, os responsáveis ou aqueles que participaram pela operação deveriam ter comunicado Brasília ou Goiás de que por decisão "seja lá de quem for" o dinheiro não seria depositado na conta do Banco do Brasil. Um péssimo defeito do "ser humano" é ter medo das chefias, eles só tomam coragem de se defenderem quando a "coisa explode", e só então irão reclamar. Por isso, os "grupos" de servidores precisam se unir e não "ficar culpando esse ou aquele" como pude ler no site da Fenapef, inclusive, alguns comentários que insinuavam que a DPF/RJ - não no termo que vou usar, mas próximo disso "seria o esgoto da Polícia Federal". O que não é verdade. Corruptos e vermes existem em todos lugares. Tachar uma sede de "lugar ruim" ou aquela que só envorgonha toda uma instituição" é jogar no lixo todo o trabalho dos homens de bem que deram sua vida pela DPF/RJ. E mostra também aquilo que eu já penso há muito a tempo, o quanto vocês federais "são rachados".
Peguem o "exemplo dessa vergonha" e unam-se para mudar um "estado de coisas" dentro da DPF.
Não acredito que o verdadeiro ou verdadeiros culpados sejam pegos, mas tenho uma certeza. A corda vai arrebentar para o lado mais fraco, e ainda, pessoas inocentes poderão vir a serem humilhadas diante de seus colegas e sua família.
Façam como as Irmandades, cuidem-se uns dos outros, para que meia dúzia de vermes não destruam vocês.
Sds...Elaine Paiva.
PS: Sei que estou sendo indelicada, mas esse é meu pensamento.

Elaine disse...

PS: digo, cuidem uns dos outros.

Ozéas disse...

Sem dúvida que para toda versão há outra versão contrária, contada sempre sobre a ótica do interessado, ou seja, a verdade real sempre perseguida em qualquer investigação ou processo criminal é utópica.
Por isso quando tomo conhecimento de uma das faces da verdade, sempre procuro ouvir pelo menos mais um dos lados da estória. Esta é a essência do princípio do contraditório, ouvir sem limites, para que partindo de fatos provados, através de um salto lógico, se chegue a algo provável.
Pois bem, hoje ante de vir dar uma olhadinha no seu Blog passei pela página da FENAPEF, e li que o escrivão chefe do cartório da DRE declarou ao delegado corregedor Victor Hugo Poubel que “Os cerca de R$ 2 milhões em notas de euro, dólar e reais furtados no fim de semana da sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio poderiam ter sido depositados no banco na sexta. Não o foram por ordem do superintendente em exercício, Roberto Prel”, ainda está publicado no site da federação que o “Chefe do cartório da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), o escrivão contou ao corregedor que Prel não justificou a medida. A colegas, Kair disse desconfiar que a intenção era mostrar o dinheiro aos jornalistas.”
Agora após ler seu texto faço um intercambio entre os dois e fico aguardando a versão do delegado Roberto Prel, que merece e deve dar luzes a essa estória.
Se desqualificada as afirmações o escrivão está em maus lençóis, até porque seria o fato provado para se chegar ao provável fato, ou seja, provada sua mentira, provavelmente teria algum interesse maior em faltar com a verdade, às evidências contra ele seriam pior que batom na cueca, ou mais modernamente dólares no cuecão.
Agora por outro lado, provada sua versão, como justificaria o caso o delegado Roberto Prel?
Se não mandou fazer o depósito na sexta-feira como teria declarado o escrivão Fábio Marôt Kair para simples exposição à mídia dos valores em nova oportunidade, estar-se-ia justificando a própria propositura da “lei da mordaça”, vez que o papel do organismo policial não é evidenciar-se ou promover-se, mas sim dar os subsídios necessários à propositura da ação penal. O órgão policial não pode “jogar para torcida”, até porque toda sociedade brasileira sabe que o “time” (DPF), com todas as dificuldades que lhe são afetos é muito bom, na verdade o DPF é referência nacional de eficiência, credibilidade, seriedade e honestidade.
Por outro lado, se não fosse a publicidade operacional questionada o objetivo do não deposito tempestivo, determinado sem justificativas, qual seria outra razão?
O caminho se estreita em duas versões, a publicada pela FENAPEF que seria a do escrivão e, a ainda desconhecida versão do delegado superintendente em exercício Roberto Prel.
Mais que um momento de contraditório é o momento de se aproximar da verdade, como cidadão interessado na apuração das responsabilidades, entendo que será fundamental o esclarecimento das afirmações publicadas.

luciano disse...

Como eu, várias pessoas estão estarrecidas com o ocorrido.Não é a 1ª vez que isso ocorre nas dependências do DPF, e pelo visto não será a última. Ocorre também que existem várias investigações em curso, uma delas a do roubo do BC em fortaleza, que a sociedade fica em dúvida se já não foi esclarecido.

Jotaesse disse...

Claro que houve má fé. Eu não deixaria R$2M fechados num armário ou numa sala, ou em um escritório, seja aonde for, sem um esquema exclusivo para que se alguém vigiasse ou fosse respon'savel por isto. Não conheço o esquema de apuração de instituições governamentais. Ouço falar em abrir inquérito, apurar. Mas como não conheço, fico imaginando que seja estilo CPI (ou CPMI). Não vi, não sei, assinei o empréstimo sem ler. Não, o chefe não sabia de nada, foi decisão do "beltrano". E por aí vai. É vergonhoso ver estes acontecimentos.

Anônimo disse...

E o pior é que dói ver isto ser feito por POLICIAIS.

No fundo a gente sente até vergonha por tamanha baixeza, sem generalizações...

MV

Jacaré Doido disse...

Uma dinherama dessas tinha que ir para um banco o mais rápido possível. Cometeram uma negligência inaceitável. Vão ter que pagar, não tem jeito, envergonhou o país.

Paulo Magalhães disse...

Rayol. Lembra do desvio da Brinks? Aquele em que uma quadrilha de ladrões de bagagem do aeroporto internacional furtou diversos pacotes de dinheiro da Brinks achando que eram video-cassetes?
Pois é. Quando o dinheiro foi recuperado - nem me lembro quantos mil dólares (era tanto que quebrou a maquina de contar do consulado), ficamos a noite inteira (eu e um outro colega) trancados, dentro de uma sala, tomando conta do dinheiro que estava armazenado e lacrado.
Só foi possível recolher o dinheiro no cofre no dia seguinte.
A pergunta é: Será que o responsável pela PF do RJ é tão inocente?

Alice disse...

Pode ser ingenuidade minha ,mas essa " saiu feia na foto" :( se espera td de todos, menos da PF .