quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Balas perdidas e achadas!

Copacabana, segunda-feira, 6 horas da manhã!
Mais uma semana de trabalho se iniciava e a movimentação nas ruas começava ainda meio tímida, pouca gente circulando, lojas fechadas e apenas bancas de jornais e, claro, as padarias em pleno funcionamento.
Pois a encrenca começou justamente em uma padaria já veterana na rotina de ser roubada.
Quatro criminosos armados entraram no estabelecimento e anunciaram o assalto no exato momento em que uma viatura da polícia militar passava pelo local e percebeu o que acontecia.
Foi o bastante para abrir as portas do inferno!
Os quatro criminosos iniciaram a fuga abrindo caminho a bala.
A perseguição durou intermináveis minutos e se estendeu por pelo menos cinco ruas do bairro, mais de vinte policiais se juntaram aos perseguidores iniciais e o bairro virou uma praça de guerra.
No final da batalha um ladrão estava morto, dois presos e um conseguiu escapar.
Uma jovem transeunte de 18 anos levou um tiro na cabeça e foi internada em estado grave com sério risco de morte, além de dois policiais feridos.
O impressionante foi a quantidade de marcas de tiros espalhadas pelo bairro e há quem afirme que eram centenas de marcas de bala em paredes, vitrines, automóveis, etc...
Se tal tiroteio ocorresse não às seis horas da manhã, mas num horário de funcionamento normal do bairro certamente a tragédia teria tido proporções muito mais graves.
É claro que a polícia usa armas de fogo exatamente para subjugar bandidos igualmente armados, e também é óbvio que criminosos em fuga não estão nem um pouco preocupados com a possibilidade de atingirem inocentes, mas o problema é que os policiais não podem disparar suas armas com a mesma irresponsabilidade.
A impressionante quantidade de buracos de balas espalhados pelas ruas de Copacabana evidencia que a prodigalidade dos policiais militares em distribuir tiros é diretamente proporcional à sua má pontaria!
E não é a primeira vez que isso acontece!
Logo vai aparecer alguém para dizer que coisas assim acontecem em qualquer lugar do mundo!
MENTIRA!!!
Em lugares civilizados isso não acontece.
Em cidades "normais" o policiamento de rua usa armamento "leve" como pistola ou revólver.
Armas pesadas como fuzis de assalto e metralhadoras são de uso exclusivo de esquadrões de elite da polícia cujos homens, acionados apenas em ocasiões especiais, são especialmente treinados para o uso de tais armamentos com altissimo poder de destruição.
Como aqui no Brasil as pessoas foram levadas a acreditar que a questão da segurança pública é uma mera corrida armamentista entre polícia e bandidos, na base do "o meu é maior que o seu", armamento pesado passou a ser equipamento padrão do policiamento normal de rua e qualquer viatura policial desfila pelas ruas com fuzis "espetados" para fora das janelas.
Coisa pior ainda é o fato de que há policiais carregando fuzis sem que tenham recebido treinamento mínimo adequado para seu uso.
Como já dito, esse não foi o primeiro tiroteio, nem terá sido o último!
O programa FANTÁSTICO levado ao ar pela TV GLOBO no domingo passado exibiu reportagem sobre o número de vítimas de "balas perdidas" no Rio de Janeiro, foram 176 apenas em 2006.
É quase possível afirmar que dia sim, dia não, alguém "encontrou" uma "bala perdida"...

4 comentários:

Marcelo Carneiro disse...

Prezado Chefe
Nós, que trabalhamos diariamente com segurança pública, quando acostumamos ver atitudes compatíveis com as que só acontecem em estados de guerra declarados, sabemos exatamente que tipo de armamento se usa nas ruas do Brasil: o lixo(armas) de outras guerras... Em breve veremos os colts 556 usados no Iraque entrando por Ponta Porã ou em Foz.

Pata disse...

Antonio

É triste! Parece que estamos em plena guerra.
Se estivessemos numa guerra estaríamos prevenidos e pelo menos nos protegeríamos melhor.

No passado, quando se ouvia falar de um caso de bala perdida que atingingisse um inocente, ficávamos chocados, hoje não. Passou a ser uma coisa "normal" do nosso dia a dia.

Um bom final de semana!
bj.

Ricardo Rayol disse...

Isso quando o armamento ostentado tem munição.

VIVA O PT disse...

Picaretas da música
O mercado, (sempre ele...) musical brasileiro vem se profissionalizando ano após ano. Temos técnicos melhores, produtores mais experientes e claro, mais tecnologia disponível... Só esqueceram de combinar com os empresários do show business brazuca e com a mídia decrépita que dá oportunidade para grandes picaretas...

Maria Rita - Tenta desesperadamente imitar a mãe, mas não consegue e afirma de pé juntinho que não quer imitar coisa nenhuma e que seu sucesso não se deve ao fato de ser filha de quem é...É puro talento. E eu acredito, claro...
(A mãe cantava músicas de Tom Jobim entre outros. A Filha canta Los Hermanos...precisa dizer mais?)

O Rappa - Dentre os feitos mais geniais dessa banda podemos citar apenas o único. O vocalista (que não canta porra nenhuma) comia a Débora Secco.

Arnaldo Antunes - Esse é um caso à parte. Fenômeno de artista não artístico tem a voz do Tropeço da família Adams. O suposto cantor e compositor suposto, comete concretismos litero-musicais. Tem coisa mais chata?

CPM22 - Alguns aqui se preocupam com as conspirações da esquerda no Brasil e deixam impunes todo o estrago cometido por essa banda medíocre contra nossos adolescentes. Estragam a noção de melodia, poesia, harmonia relevância musical dos pobres garotos. Não há nada mais tosco em nome do rock hoje em dia.
Assim, até Mao faria algo melhor pela molecada. Ao menos mataria de uma vez, e não aos pouquinhos...

Banda Calypso - Esse só posso citar o nome. Meu médico pediu que evitasse certas situações estressantes

Oswaldo Montenegro - Esse é tão chato, mas tão chato que devia ser instituido como pena aos infratores. Exemplo: passou o semáforo no vermelho. Ingresso para assistir do começo ao fim um show do Oswaldo. E assim por diante...

Latino- Picareta contumaz este parece recaída de gripe. Quando vc acha que se curou...começa a espirrar de novo. O último espirro foi a "festa no apê"...mas vc pensa que ele vai desistir? Engano, daqui a pouco ele nos infecta de novo