terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Deu no CORREIO BRAZILIENSE de hoje!

Policial que prendeu Duda derrota a Direção Geral da PF
UGO BRAGA da equipe do Correio Braziliense
Tribunal considera ilegal afastamento do delegado Antônio Rayol e de um colega, responsáveis pela prisão do ex-marqueteiro de Lula em uma rinha de galos, no Rio
O Tribunal Regional Federal da 2ª região decidiu, na última quarta-feira, tornar nulo o ato administrativo que afastou, em dezembro de 2004, os delegados Antônio Rayol e Lorenzo Pompílio da Hora da chefia da Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente, vinculada à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
O afastamento aconteceu dois meses depois da Operação Rudis, na qual Rayol e Pompilho prenderam o marqueteiro Duda Mendonça dentro de uma rinha de galos, no bairro de Jacarepaguá, no Rio.
À época, Duda cuidava da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fazia as campanhas publicitárias da Presidência da República e chefiava o marketing da campanha pela reeleição da prefeita petista de São Paulo, Marta Suplicy.
Ao ser preso, Duda tentou fugir do flagrante intimidando policiais e procuradores da República com o argumento de que era amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os agentes federais contaram que ele chegou a telefonar para o Palácio do Planalto, em busca de ajuda.
Teria conseguido falar com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.
Mas não obteve socorro e acabou preso, junto com o vereador petista Jorge Babu e outros quatro empresários, donos do Clube Privê, onde funcionava a rinha.
Nos bastidores da PF, diz-se que o afastamento dos dois delegados foi uma represália pelo fato de terem exposto o marqueteiro presidencial.
Rayol foi remanejado várias vezes desde então e hoje chefia uma das quatro equipes operacionais que se revezam no plantão da Superintendência da Polícia Federal no Rio.
Pompílio também rodou várias vezes antes de parar na Delegacia de Crimes Fazendários do Rio, onde está hoje.
Regularidade
Justamente por sentirem-se vítimas de uma ação política, os dois impetraram, em abril de 2005, mandado de segurança contra o ato administrativo que os destituiu da Delegacia de Crimes Ambientais.
Perderam na primeira instância, mas recorreram ao TRF e tiveram sucesso pleno.
O tribunal acolheu a íntegra do mandado de segurança.
O Correio falou ontem à tarde com o delegado Antônio Rayol.
Ele explicou que os dirigentes da seção fluminense da Polícia Federal sempre explicaram seu afastamento como medida de “rotina”, o que, segundo ele, não é verdade.
“Esse tipo de arbitrariedade costuma acontecer com indesejável regularidade”, reclamou.
A reportagem também procurou o superintendente da PF no Rio, Delci Teixeira, mas ele estava em reunião.
Por intermédio da assessoria de imprensa, avisou que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão e que prefere esperar a citação judicial antes de se pronunciar.
O inquérito gerado a partir da Operação Rudis (nome do prêmio oferecido pelos imperadores romanos aos gladiadores vitoriosos) terminou com o indiciamento dos envolvidos, inclusive Duda Mendonça, por formação de quadrilha, maus-tratos a animais e apologia ao crime.
Fonte: Correio Braziliense (com manchete Agência Fenapef)

12 comentários:

herman disse...

Parabéns por mais uma vitória da sua persistência e caráter. Não o vejo como um paladino, e sei que tampouco é sua intensão, mas, poucos perdem seu tempo, hora de lase para perquirir aquilo que lhe é justo. Fico muito feliz por vc.

forny disse...

Rayol,
Parabéns pela sua determinação. Você deveria ser um exemplo a ser seguido dentro do Órgão. Toda vez que alguma perseguição ou injustiça fosse cometida na condução de investigações de eventuais desvios funcionais, os resposnsáveis por eventuais desvios deveriam ser punidos.
Uma vez que não só o servidor deve ter conduta ilibada, mas aqueles que investigam desvios funcionais também devem tê-lo.
Não se pode permitir, em hipótese alguma, que o princípio do fim a ser alcançado justifica o meio empregado, prevaleça em qualquer esfera, seja administrativa, seja judicial.
Recorda-se do caso das garças e urubus?
Abraços.
forny

forny disse...

Rayol,
Parabéns pela sua determinação. Você deveria ser um exemplo a ser seguido dentro do Órgão. Toda vez que alguma perseguição ou injustiça fosse cometida na condução de investigações de eventuais desvios funcionais, os resposnsáveis por eventuais desvios deveriam ser punidos.
Uma vez que não só o servidor deve ter conduta ilibada, mas aqueles que investigam desvios funcionais também devem tê-lo.
Não se pode permitir, em hipótese alguma, que o princípio do fim a ser alcançado justifica o meio empregado, prevaleça em qualquer esfera, seja administrativa, seja judicial.
Recorda-se do caso das garças e urubus?
Abraços.
forny

José Luiz disse...

Parabéns meu amigo Dr. Rayol.
A justiça corrigiu seu erro.
A sociedade agradece.

Anônimo disse...

Bom dia Rayol; infelizmente a Polícia Federal não é isso que se mostra no seu comentário. O Delegado de Polícia Federal KERCIO PINTO será o próximo Secretário da Segurança Pública de Sergipe. A tempos os Sergipanos tem que conviver com essa figura sórdida e impopular que nada tem feito, nem como delegado de entorpecentes da PF em Sergipe nem como Superintendente em Sergipe, para controlar o tráfico de drogas. Como contrapartida esse senhor tem usado a vontade a estrutura da PF em beneficio próprio e com o intuito de perseguir pessoas contrárias a sua POLÍTICA.
Então, cadê a corregedoria? Ou será que por esse senhor pertencer a MAÇONARIA tem impunidade?
ISSO É UMA VERGONHA!

LCMarques disse...

Taí um exemplo que todos que se sentem injustiçados devem seguir, dentro da lei... lutar pelos seus direitos.
Parabéns aos dois Delegados e demais prejudicados.

Newton disse...

É isso aí...

Parabéns meu Amigo !

Um consleho, é bom ficar esperto, afinal vem aí o TROÇO GENRO como ministro de (in)justiça !

Ricardo Rayol disse...

Aplaudo de pé. A justissia tarda mas no seu caso não falhou. beleza

Beto Santos disse...

Parabéns, Rayol.

augusto disse...

Essa prisão e seus desdobramentos servem para nos mostrar que pessoas que cometem ilícitos, sejam elas ricas ou pobres importantes ou não, devem sofrer as sanções previstas em lei.Não adianta molestar quem cumpriu com seu dever, aliás bem cumprido. Perseguições desse tipo acabam por avacalhar com as polícias brasileiras. A turma administrativa do TRF2 agiu com sabedoria.

Parabéns!

Klatos Magnus disse...

Parabéns Rayol. Nada se perde de ser íntegro.

Mais uma vez parabéns.

Alice disse...

Parabéns ,o bem sempre vence :)
Bom dia e bom domingo :)