sábado, 12 de agosto de 2006

Menino precoce!

Na última quarta feira, dia 09 de agosto, mais um episódio lamentável do cotidiano de violência que vivemos chocou a todos quantos tomaram conhecimento dele!
Aconteceu em uma escola no município de Belford Roxo, na chamada baixada fluminense no Estado do Rio de Janeiro!
Uma menina de 6 anos foi atingida por um tiro de raspão em seu joelho dentro da sala de aula que, segundo testemunhas, foi disparado por um revólver da marca TAURUS de calibre 32 manuseado por um coleguinha, também de 6 anos, que levou a arma para a escola dentro de sua mochila junto com seu material escolar.
O tiro teria sido acidental, disparado enquanto o coleguinha mostrava a arma à menina.
Velhos tempos aqueles em que meninos de 6 anos levavam só bolas de gude para a escola!
A arma de fogo, segundo apurações preliminares da polícia, seria propriedade do padrasto do menino.
Sempre defendemos aqui e continuaremos defendendo, o direito de qualquer cidadão de bem de possuir uma arma registrada em sua casa para eventual auto defesa, mas a posse de uma arma envolve muita responsabilidade.
Para o sujeito que deixa a arma de fogo ao alcance de uma criança de 6 anos todo castigo será pouco.
Por pura sorte a menina não morreu pois o tiro poderia atingi-la em algum ponto vital.
O notável em toda essa história foi o que o menino que levou a arma para a escola disse para os policiais:
"Não sei como essa arma foi parar em minha mochila!
Só sei que não disparei a arma!"

Considerando o contexto em que vivemos, esse menino preenche todos os requisitos para fazer uma brilhante carreira política caso o país não mude nos próximos 20 anos.
Como mente bem e de forma articulada!
Antigamente se costumava dizer que crianças não mentem...
Deve ser o progresso!
O garoto deve ter andado assistindo transmissões ao vivo de depoimentos em CPI's pela TV!

4 comentários:

José Alberto Mostardinha disse...

Viva António:

É como dizes.
Situação preocupante essa.
Pelo comportamento da criança dá para ver a educação que lhe foi dada e, como tal, a educação dos progenitores.
Simplesmente lamentável.

Um abraço,

José Alberto Mostardinha disse...

novo artigo no EG, até lá.

Augusto disse...

Em um país como o nosso que valoriza a "esperteza", certamente não será chamado de otário, além de ser o orgulho do papai. Futuro bandidão.

Ricardo Rayol disse...

Tem toda a razão. Com os exemplos vindo de cima não podemos, infelizmente, esperar diferente