quinta-feira, 23 de março de 2006

Operação Padrão!

Os policiais civis cariocas estão em plena campanha salarial.
Além de melhor remuneração reivindicam condições de trabalho à altura de suas responsabilidades e, considerando os riscos envolvidos no desempenho da função policial e o quanto a população necessita de seus serviços, os policiais deveriam estar entre os servidores públicos melhor remunerados e equipados.
O problema é que fica difícil de entender a maneira escolhida para manifestar seu descontentamento.
Pelo menos 70 pessoas, entre prostitutas e clientes, foram presas na noite da última terça-feira em uma "termas" (eufemismo moderno e urbano para o que antigamente se chamava bordel, prostíbulo ou lupanar), na Rua Joaquim Silva, no Centro do Rio de Janeiro.
Todos foram surpreendidos pela "Operação Padrão pela Legalidade" realizada por policiais civis, que suspenderam uma greve na tarde do mesmo dia.
Os detidos foram levados para a 5ª DP (Gomes Freire).
De acordo o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), nos próximos dias, vários policiais irão reprimir infrações, como "jogo do bicho" por exemplo, numa forma de protestar contra os baixos salários da categoria.
Por que tais delitos não são reprimidos o ano todo?
De que maneira a repressão a puteiros e bicheiros pode "sensibilizar" as autoridades estaduais responsáveis pela remuneração dos policiais civis?

3 comentários:

Elaine disse...

É porque nesses delitos que eles estão reprimindo tem por tráz muita gente grande e até de dentro da instituição.
Se quer pressionar, comece pela casa.
Sds...Elaine Paiva

Anônimo disse...

Isso é fácil de explicar, bicheiros e donos de bordéis pagam bem, por mês, as autoridades estaduais que deveriam reprimir tais ilícitos. Como senhores das autoridades, bicheiros e puteiros, farão força para a Governadora dar logo o aumento aos policiais e enfim deixar todo mundo trepar e jogar à vontade.
COMO PODE-SE PERCEBER ESSE É UM PAÍS QUE VAI PARA FRENTE.TALVEZ, FRENTE DA LISTA DOS PAÍSES MAIS CORRUPTOS DO MUNDO!

Camanducaia disse...

Esse país realmente não é sério. A frase atribuída a um francês mostra que mesmo de longe todos já sabem qual é a do Brasil.