quinta-feira, 9 de junho de 2005

Caso DUDA MENDONÇA

Em 03 de junho de 2005, o Senador ARTHUR VIRGÍLIO discursava no plenário do Senado criticando a insistência do governo em tentar barrar a CPI dos Correios, sob o argumento de que o caso já estava sendo investigado pela Polícia Federal.
Em determinado momento o Senador questionou a independência da Polícia Federal em relação ao governo dizendo o seguinte:

“Sr. Presidente, digo ainda que estamos vivendo uma situação de farsa: o nosso prezado e estimado Ministro da Justiça continua fingindo que comanda a Polícia Federal. A Polícia Federal que, outro dia, foi repreendida pelo então Líder do Governo na Câmara por ter invadido um próprio da Caixa Econômica Federal em busca de documentos relativos ao caso Waldomiro Diniz* e à tal empresa GTech*. Duvido que o Governo tenha dado essa ordem.
A mesma Polícia Federal, pouco tempo atrás, viu, com muita tristeza, os policiais que prenderam o publicitário Duda Mendonça, naquela história da briga de galos, serem transferidos. Se fizeram bem, se obedeciam ordens do Governo, por que transferir os rapazes, com todos os transtornos para as famílias deles e, no fundo, desestimulando outros policiais a tomar atitudes semelhantes? Essas farsas vão caindo.”

Quem quiser ler a íntegra do discurso basta acessar o link
http://www.senado.gov.br/web/senador/ArthurVirgilio/default.htm
clicar na aba ATUAÇÃO PARLAMENTAR e selecionar o discurso pela data, 03 de junho de 2005.
Para quem não se lembra, este BLOGUEIRO foi um dos "afastados" depois do caso DUDA MENDONÇA.
Mas foi só coincidência, um mero ato de rotina da administração!

2 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Realmente uma farsa. Em qualquer país a Polícia Federal tem uma atuação isenta e independente. Se somente são presos e punidos os mocinhos (considerando também o caso dos Correios) que tipo de mensagem se passa para o resto da população?

Ilton disse...

Eu disse, num post no meu blog, alguns dias depois do fato, que a PF deveria ter prendido os galos. "Afinal, eram eles que estavam brigando". Ironia, claro. Um abraço.